Adequação cultural: Storytelling no recrutamento e seleção

Você pode ter um currículo excelente e ser uma pessoa adorável, mas se na entrevista de emprego você não conseguir dar exemplos reais de como você se adaptaria à nova empresa, bom… “nós vamos dar sequência o processo de seleção e te daremos um retorno em breve, ok?” 

Storytelling é fundamental em qualquer entrevista de emprego e este artigo prova mais uma vez que todos nós somos (e devemos ser!) contadores de histórias.

 

Segundo o psicólogo Adrian Furnham,

“Uma adequação cultural acontece quando há uma congruência entre as normas e valores de uma organização e os de uma pessoa.”

Antes de ir para uma entrevista, é obrigatório: descubra tudo o que você puder sobre essa empresa. Valores, missão, visão, história, quem trabalha lá, fuce o linkedin, o site, o blog, canal no youtube… tudo o que puder! Veja a linguagem que eles utilizam e preste atenção aos detalhes.

Depois de entender a cultura da empresa, hora de introspecção.

Seja sincero: essa empresa realmente te interessa?

Ou você quer trabalhar lá somente pelo dinheiro? Isso muda tudo. A empresa pode ter a ver com o seu currículo, pode fazer aquilo que você aprendeu a fazer na faculdade, pode pagar bem… Mas se você não está genuinamente interessado na vaga e na empresa, não há santo que resolva seu problema. Storytelling é sobre verdade. 

Passado esse puxão de orelha, se a empresa realmente fez os seus olhos brilharem: você consegue pensar em exemplos da sua vida e carreira profissional que refletem os valores e cultura dessa empresa? Se a sua história encontrar a história da empresa… Bingo!

Storytelling

Adequação cultural é sobre personalidade

Não precisa forçar a barra. Não precisa ser um clone de todo mundo que trabalha na empresa e nem tatuar os seus valores e cultura organizacional. Adequação cultural é sobre ter afinidade, sentir-se conectado. Pessoas que dizem que amam o que fazem raramente dizem que amam pelo dinheiro, pela fama. Eles usam o sentimento amor porque se sentem emocionalmente conectados à empresa e aos colegas de trabalho: este é o santo graal que os recrutadores procuram (além do óbvio: capacidade técnica aos pré-requisitos da posição).

É impossível contar a sua história por meio de um CV. Você não tem espaço e liberdade criativa para isso, na maioria das vezes. Já a entrevista é feita para guiar o recrutador pela sua história. Hora do storytelling entrar em ação.

A sua jornada pessoal e profissional

Faça com que o recrutador entenda que você se deu o trabalho de procurar informações sobre a empresa. Isso mostra interesse e comprometimento. E mais do que isso, mostre que você se identifica com a instituição. Como você vai conseguir provar isso? Baseando-se em suas verdades, suas histórias. Demonstre por meio de suas experiências que você está alinhado com a cultura empresarial. As técnicas de storytelling ajudam muito nessa hora: se você é o heroi da sua própria vida, como é a sua jornada? Quem são os vilões? Uma boa dose de autoconhecimento para saber quais experiências moldaram seu caráter e personalidade. Outra dose maior ainda para ter uma clareza do lugar que você pretende chegar um dia.

Cuidado para não ser quadrado demais e ter toda a sua personalidade cravada em pedra, fixa e estável. As empresas valorizam a flexibilidade e a adaptação. Até por isso, elas nunca são muito estáveis também: elas deixam que os seus valores evoluam e se se adaptem aos seus novos funcionários. Imagina uma empresa que não se molda à chegada da geração Y ao mercado… não tem como.

Satisfação de ambas as partes

Aqueles que têm maior afinidade com a cultura empresarial vão sentir-se mais motivados e engajados para alcançar resultados. Esses têm maiores chances de ficar mais tempo na empresa e serem promovidos. Quando chegarem à gerência, estarão mais comprometidos com o time, liderando pessoas à sua própria imagem e à da empresa. Ponto para a empresa, ponto para o funcionário.

Empresas estão gastando rios de dinheiro para refinar seus valores. Se candidatos também se esforçarem para descobrir os seus próprios valores e como eles podem estar alinhados aos da empresa, todo mundo sai ganhando: teremos ambientes de trabalho muito mais produtivos e felizes 🙂

 

Adaptado do artigo Cultural Fit: When Your Story Fits Their Story

 

Gabriela Kinaske
Gabriela Kinaske
gabriela@bstorytelling.com.br

The relationship between people and marketing is becoming more and more multisensory. This means that the value of a brands exists and is sustained by emotional plans, coexisting with business plans and objectives. Storytelling uses emotional aspects of communication and is one of the most powerful ways to communicate a brand. Giving products and services an identity, by capturing and creating authentic stories, takes the public to an immediate connection. Knowing, understanding and reproducing the story of your brand is a strategy that follows the changes of a highly complex market.

1 Comment
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    Ana
    Posted at 09:07h, 23 dezembro Responder

    Impecável!

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