Tem certeza que quer ser impessoal?

Nos tempos de escola, minha matéria preferida era a redação.

Lembro da maioria das minhas professoras de português e redação, especialmente da professora Deisy, na oitava série, uma querida e simpática ruiva que sentava comigo após o horário da aula para discutir alguns pontos da minha escrita.

Ela era muito exigente e com ela aprendi que um texto nunca deveria ser morno, sem sal, sem opinião. Ela dizia:

Texto bom é texto com paixão, com verdade.

 

Engana-se quem acha que escrever pra mim é fácil. Ao contrário, eu sempre tive muita dificuldade! Eu gostava sim, mas achava redação a matéria mais difícil da escola (menos quando o alfabeto inteiro resolveu se meter na matemática, vai…)

Ao mesmo tempo, era ela, a bendita redação, a matéria mais prazerosa, a mais divertida e a que mais dava liberdade, que tanto faltava em todas os outros processos de aprendizagem.

 

A regra era: começo, meio, fim.
Seja firme e se joga na sua verdade!
Contextualize, argumente, encerre.
Pronto. Sem mais fórmulas ou regras para nos prender.
Gramática, semântica, coesão, algumas outras coisinhas, mas sem complicação.
Pelo menos foi assim que me foi ensinado. Talvez, se tivesse vindo com teorias demais, eu não teria gostado tanto.

 

Escrever exige dedicação, tempo e obviamente, técnica.

E técnica, aqui, é diferente de regra ou fórmula. Enquanto a fórmula prende, a técnica ajuda a dar formas mais claras e eficientes.
Dominar a técnica é importante e inúmeros manuais estão aí para te ajudar como escrever melhor e ter um texto mais fluído mas já parou pra pensar que…

 

Para escrever textos pessoais e de opinião, você precisa contar histórias.

Muito antes de escrever, você deve ter uma ideia. Onde você quer chegar? Qual vai ser o seu caminho? Quem é o seu leitor e qual vai ser a jornada do seu texto?
As histórias te ajudam em tudo isso!

 

Contar histórias é ser pessoal!

Se escrever é conduzir o leitor por uma história, se for a SUA história, melhor ainda!
Assim como eu iniciei falando do meu tempo de colégio… coragem! Abre aí a sua vida porque eu tenho certeza que suas experiências são melhores do que você imagina.
Quando você reconta a sua história, muitas vezes o sem sentido, ganha significado.

 

histórias

Você pode sim iniciar seu texto usando suas histórias pessoais, no canal que escolher!

Eu sei, pode parecer esquisito do início… mas pensa bem: Qual o problema de usar as suas histórias
pessoais para a o canal da sua empresa?
Se ele ajuda a gerar conteúdo de qualidade, me diz, qual o problema?
Eu (graças a Deus) não fiquei pra sempre no colégio, e logo que entrei no mercado de trabalho, percebi que eu queria trabalhar escrevendo.
Quando iniciei isso, comecei a escrever deixando toda a minha bagagem pra trás, escrevendo como um robô, como um artigo científico, uma anônima! Sem nenhuma história. Claro, eram textos chatos.
Foi um alívio descobrir que eu poderia usar minhas ou outras histórias para continuar escrevendo para as marcas também. E assim, os textos começaram a ficar mais legais!

 

Seja pessoal para escrever para a sua marca

Assim, vemos a cara das pessoas que trabalham nas empresas, entendemos quem elas são, o que pensam… É muito mais fácil se identificar com uma pessoa exatamente como você do que com um autor desconhecido e sem opinião, certo?
Qual o ramo da sua empresa? Quais são as palavras-chave que vocês utilizam para gerar conteúdo? Use suas histórias para ilustrar isso e dar cara e coração para a sua marca.
Óbvio que você precisa se adequar aos padrões e linguagens que a sua marca tem. Tome cuidado para não escrever só sobre você, mas sim, sobre a sua contribuição pessoal para um determinado assunto de relevância na sua empresa.
Texto de opinião é muito legal. Texto pessoal é mais legal ainda.

 

Oh ceus, oh vida.

Escrever sobre dificuldades e angústias também pode levar à identificação e conexão com os consumidores.
Pensa que legal… Você trabalha numa empresa de contabilidade. Você sempre foi péssimo em encontrar alguém para fazer a sua contabilidade. Divida isso no blog da empresa, afinal, você com certeza não é a única pessoa do mundo ao passar por isso. Serve como forma de publicidade sim, mas acima de tudo, de conexão com outras pessoas através de sentimentos, angústias.

 

Storytelling não é falar sobre a sua marca!

É falar sobre o seu consumidor e em como a sua marca pode ajudar a ele.

Além disso, você também pode usar as suas historias pessoais como forma de se inspirar e assim gerar conteúdo. Nada melhor do que trabalhar em uma empresa alinhada com seus valores e histórias pessoais, assim como falei nesse post aqui. 

 

Todo mundo tem algo a contar.
Você vai se surpreender com o poder da narrativa pessoal e de uma historia verdadeira.
Ah, e obrigada professora Deisy, texto realmente não pode ser sem sal.
Gabriela Kinaske
Gabriela Kinaske
gabriela@bstorytelling.com.br

The relationship between people and marketing is becoming more and more multisensory. This means that the value of a brands exists and is sustained by emotional plans, coexisting with business plans and objectives. Storytelling uses emotional aspects of communication and is one of the most powerful ways to communicate a brand. Giving products and services an identity, by capturing and creating authentic stories, takes the public to an immediate connection. Knowing, understanding and reproducing the story of your brand is a strategy that follows the changes of a highly complex market.

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