Storytelling na sua vida pessoal

Você passa horas e horas assistindo (insira aqui seu seriado preferido). Cada episódio é melhor que o anterior. Novidades, reviravoltas, surpresas, mistérios e quando você vê… não consegue mais parar de assistir. O personagem principal pode não ter a vida mais legal do mundo, mas com certeza tem a mais emocionante. A temporada acaba e você decide voltar um pouquinho à vida real. E a coisa mais emocionante que acontece nas próximas horas é o som do microondas avisando que sua comida congelada está agora comível.

Como toda boa apaixonada por storytelling, sempre me frustrei por não ver nada em minha vida que se aproximasse de uma boa história, uma que faria as pessoas se interessarem. Foi quando vi uma citação de Alfred Hitchcock:

 

 “história é realidade sem as partes chatas”

 

Opa! Pelo menos não sou só eu que me sinto assim.

Comecei a ir mais atrás do tema “storytelling aplicado à vida pessoal” e pera lá… minha vida talvez não seja tão chata assim. Talvez eu só não esteja contando a minha história da maneira certa, afinal, você, caro leitor, não se interessa mesmo que tipo de congelado eu fiz no domingo passado. Selecionar o que é importante e deixar o resto de lado, é essencial!

 

“Ser uma pessoa é ter uma história para contar” – Isak Dinesen.

 

Então vamos lá! Se todos temos nossas histórias para contar, como contá-las da melhor maneira?

Toda boa história tem elementos que a tornam marcante. Isso não é novidade.

E as boas histórias (todas!) têm um porquê. Elas dão sentido a algo, respondem uma pergunta, ensinam uma lição!

Então, mãos a obra: Planejamento!

O que você quer ao contar sua história? Qual é a sua motivação, o seu propósito? Porque você quer contar de você? Porque as pessoas irão se interessar pelo que você tem a contar? Qual a história que você quer que as pessoas lembrem, quando se refere a você?

Todas essas perguntas exigem de você, é verdade! Mas não pense que na mente dos grandes roteiristas e escritores as histórias saltam prontas.

Reúna as histórias da sua vida que você mais gosta e faça com que elas respondam a essa pergunta. Podem ser as histórias de um determinado período da sua vida, de um só dia, de uma vida toda, não importa, a única regra é: são as SUAS histórias.

 

Sua triagem de histórias pode ser assim:

Quais foras as situações mais engraçadas, constrangedoras e trágicas que já aconteceram com você?

Quais foram as situações que você viveu que mais te influenciaram positiva ou negativamente?

Quais foram os maiores desafios que você já enfrentou?

Quais foram as maiores lições e epifanias que você já teve?

Faça uma intersecção de todas essas histórias para descobrir as mais marcantes.

Não adianta nada jogar fatos, como se sua vida fosse a Wikipedia. Não é sobre o que aconteceu, mas o que você fez e o que significou o que aconteceu.

Ao contar a história de como você se tornou o que é e de quem você está se tornando, a história se torna parte de quem você é.

As histórias que você conta a respeito da sua vida são a forma mais forte de expressar a sua personalidade.

 

Sobre estrutura:

Suas histórias têm que ter enredo, cenário, conflito, personagens e desfecho, elementos básicos do storytelling.

Qual o tom que você vai usar: comédia, drama? Qual a transformação que você – o protagonista – sofreu?

 

E finalmente: escreva, escreva, escreva… reescreva!

 

“Escreva. Reescreva. Quando não estiver escrevendo ou reescrevendo, leia. Não conheço atalhos.” – Larry L. King.

 

Achar que sua vida não é interessante pode ser uma grande bobagem, um desperdício de histórias!

Com essas dicas, você pode perceber que sua vida é tão emocionante quanto a de um personagem no seu seriado preferido. (menos pela parte das explosões, vai… na vida real não tem tanta explosão)

 

Gabriela Kinaske
Gabriela Kinaske
gabriela@bstorytelling.com.br

The relationship between people and marketing is becoming more and more multisensory. This means that the value of a brands exists and is sustained by emotional plans, coexisting with business plans and objectives. Storytelling uses emotional aspects of communication and is one of the most powerful ways to communicate a brand. Giving products and services an identity, by capturing and creating authentic stories, takes the public to an immediate connection. Knowing, understanding and reproducing the story of your brand is a strategy that follows the changes of a highly complex market.

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