quarta parede

Quebrando a quarta parede

Se você é fã de cinema já deve ter ouvido sobre a técnica de storytelling quebrando a quarta parede.

No cinema, a “regra” é clara: mostre ao invés de dizer. Bom, a verdade é que nem sempre isso acontece. A técnica pode não ser tão convencional, mas ela é sim um recurso excelente quando bem utilizado.

O que é a técnica?

A quarta parede é uma parede imaginária que separa a plateia do mundo da ficção; o telespectador, do ator. A expressão nasceu no teatro, quando os atores se dirigiam diretamente a quem os assistia, quebrando assim, a tal da quarta parede.  A técnica passou a ser usada também em outros mídias, como cinema, videogames, quadrinhos, televisão e literatura,  sempre referindo-se à divisória entre a ficção e a audiência.

quarta parede

Clube da Luta (1999)

 

A técnica é antiga e um dos primeiros registros dela no cinema foi em O Grande Ditador (1940), onde o discurso de Charles Chaplin transforma-se em um discurso direto ao telespectador.

 

O clááássico Curtindo a Vida Adoiado (1986) talvez seja o exemplo mais conhecido:

A produção mais recente a utilizar a técnica foi Deadpool (e se você não foi ver ainda… sério, corre!), onde o diretor Tim Miller explicou que a técnica foi usada como um poder do personagem Deadpool. Além disso, o efeito humorístico que essa técnica confere à trama é sensacional.

A técnica pode ser usada para o humor, como uma técnica narrativa ou mesmo para fins didáticos, como recentemente o filme A Grande Aposta (2015) fez.

Em O Lobo de Wall Street (2013), a técnica foi utilizada como principal técnica de storytelling do filme. Em vez de tirar a audiência da história e fazê-los conscientes de estar vendo um filme, o Leonardo Dicaprio usa a técnica de maneira sedutora e carismática, para tentar amenizar uma história bem pesada. Jordan Belfort é corrupto, imoral, e faz coisas horríveis que arruinam a vida de muita gente inocente. Mas sabe como é, com ele falando daquele jeito, as suas atrocidades podem até se tornar perdoáveis e compreensíveis e até mesmo… divertidas

Lobo de Wall Street (2013)

Lobo de Wall Street (2013)

Isso sem falar do House of Cards (2013-), onde a técnica cria um valor dramático e irônico, nos levando a ver a distância entre o que o personagem Frank Underwood é e o que ele mostra ao mundo. O seriado é comparado aos dramas gregos, onde os personagem que quebravam a quarta parede revelavam suas engenhosidades diabólicas ao público antes de cometê-las.

As marcas que desejam despertar conexões diretas entre personagens e consumidores também devem considerar a técnica. Ainda que a audiência não possa responder, quebrar a quarta parede pode cativar e engajar de maneiras que o storytelling tradicional não conseguiria.

 

Anotou? Mais um recurso de storytelling pra sua lista <3

 

Adaptado do Screen Prism

Gabriela Kinaske
Gabriela Kinaske
gabriela@bstorytelling.com.br

The relationship between people and marketing is becoming more and more multisensory. This means that the value of a brands exists and is sustained by emotional plans, coexisting with business plans and objectives. Storytelling uses emotional aspects of communication and is one of the most powerful ways to communicate a brand. Giving products and services an identity, by capturing and creating authentic stories, takes the public to an immediate connection. Knowing, understanding and reproducing the story of your brand is a strategy that follows the changes of a highly complex market.

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