O que o branding pode aprender com o Oscar

Os filmes tem uma onipresença única e poderosa dentro da cultura humana. Vamos olhar para Hollywood e suas histórias para avaliar o que ressoa com o público ao redor do mundo.

Marcas globais e suas agências criativas costumam citar filmes e os seus criadores como inspiração. Mas eles precisam sentar-se e tomar nota de como os grandes autores da indústria cinematográfica estão criativamente reimaginando o modo de contar histórias para um novo público, que tem um apetite voraz por contos autênticos e poderosos. Um apetite demonstrado nas nomeações deste ano para o Oscar de Melhor Filme, uma lista que valoriza histórias verdadeiras ao lado de pseudo dramas e criatividade duvidosa.

Das oito nomeações para Melhor Filme, quatro foram baseados em histórias reais: O Jogo da Imitação, A Teoria de Tudo, Sniper Americano e Selma. Um quinto, Boyhood, não é uma história real, mas estende as convenções do documentário para criar a ilusão da verdade. A tendência para a verdade no Oscar remonta pelo menos até o ano passado, quando 12 Anos de Escravidão levou para casa a estatueta de ouro em uma categoria que contou com Clube de Compras Dallas, O Lobo de Wall Street e Capitão Phillips.

Mudança no Storytelling
Isso indica uma clara mudança na narrativa das histórias. E algumas marcas líderes e organizações já estão adotando o poder da verdade para envolver os seus clientes. A Unilever é um exemplo. Marc Mathieu, vice-presidente de marketing, disse que “o marketing costumava ser sobre a criação de um mito e a venda, e agora é sobre encontrar uma verdade e compartilhá-la.” Para colocar isso em ação, a Unilever desenvolveu uma plataforma sustentável, chamada Projeto Sunlight, que entrevistando pessoas comuns sob a forma de um documentário social buscou descobrir verdades e idéias, em vez de criar publicidade para promover um novo produto.

A Unilever já havia provado ser adepta de contar histórias verdadeiras com a sua campanha Retratos da Beleza Real para Dove. A campanha atingia a todos, era poderosa, tornou-se viral, mas acima de tudo, era honesta. Ela apresentava as mulheres reais e suas implicâncias com seu corpo, e era algo que as mulheres em todos os lugares poderiam identificar.

Embora esse exemplo mostre uma marca que entende o poder da verdade, muito poucos têm abraçado esta abordagem. Eles devem olhar para Hollywood e apresentar suas próprias verdades e as dos outros em sua narrativa.

Adaptado do original em Inglês. Publicado originalmente no PRWeek.com

Thiago Amadigi
Thiago Amadigi
thiago@bstorytelling.com.br

Co-founder da B! e filmmaker. Star wars, vídeo game e Madonna, sempre. Tenho dificuldades para me equilibrar na cadeira do escritório. Gosto de discutir os grandes temas da vida: MasterChef, política e cinema. Nessa ordem.

Sem Comentários

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.