Aplicativo faz tour em locais com histórias mal assombradas

O app está disponível para ser usado na Ilha da Madeira, uma ilha pertencente a Portugal localizada no meio do atlântico

Histórias de feiticeiras e leiteiros fazem parte de um aplicativo para smartphone, criado pelo Madeira Interactive Technologies Institute (M-ITI), que está em exposição em Detroit, nos Estados Unidos, numa exposição internacional dedicado aos novos designs de multimídia.

O projeto 7Stories consiste num software para smartphones que permite ao usuário conhecer algumas histórias e episódios da cultura e do quotidiano regional, com base na utilização do GPS e marcadores visuais que disponibilizam conteúdos de vídeo e multimédia em espaços abertos.

“Com este app, o celular vibra cada vez que o utilizador passa por um lugar com alguma história e recebe uma indicação para procurar um marcador, que consiste numa pequena imagem afixada na rua”, explicou o gerente de negócios do M-ITI José Freitas.

O usuário tem apenas que apontar o seu smartphone para o marcador e recebe automaticamente um vídeo com uma pequena narrativa relacionada com o local onde se encontra.

A designação 7Stories advém do fato de serem sete histórias espalhadas pela Rua de Santa Maria, na Zona Velha do Funchal.

“Achamos que se encaixa perfeitamente, pois o número 7 está rodeado de simbologia, o que alinha perfeitamente com o tema de algumas histórias”, disse José Freitas, sublinhando que estas retratam episódios do quotidiano, crenças e superstições e visam a “partilha da cultura madeirense”.

Duas das histórias versam sobre a atividade do leiteiro, profissão entretanto extinta, mas ainda muito viva na memória dos madeirenses, outras duas falam das “sortes de Santo António” e há ainda três baseadas em lendas sobre feiticeiras.

“A abordagem inovadora do 7Stories foi demonstrada com sucesso na região, com a ação ‘Santa Maria Stories’, capturando e expondo a riqueza da cultura oral e tradições da Madeira, para uma audiência alargada, com particular enfoque no turista”, realçou José Freitas.

O projeto integra desde sexta-feira a exposição “Deep Design: Pace, Place, and Personhood”, um certame internacional de novos designs de multimídia, que decorre até 25 de março em Detroit, nos Estados Unidos.

O trabalho de investigação foi liderado por Valentina Nisi, na sequência de uma parceira entre o M-ITI e a Carnegie Mellon University, uma universidade privada de investigação norte-americana com mais de 11 mil alunos.

José Freitas explicou que o orçamento do M-ITI para o programa MadeiraLife, onde se enquadrou o 7Stories, foi de 230 mil euros, verba que também financiou outros cinco projetos, entre os quais o MStoryG, que “deu vida” ao antigo placard eletrônico do aeroporto da Madeira, através da reprodução de mensagens enviadas por celular.

O Madeira Interactive Technologies Institute foi criado em 2010 pela Universidade da Madeira, pela Carnegie Mellon University e pelo Madeira Tecnopolo, na sequência do sucesso alcançado no programa do Mestrado em Interação Humano-Computador, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

O grupo já gerou mais de dez milhões de euros em propostas de investigação em colaboração com a indústria.

Fonte: Notícias Ao Minuto

Adoraaamos! Como não deixar a cultura local morrer, com a ajuda da tecnologia? Ta aí a resposta 🙂 Perfeito case de storytelling! Quando será que veremos algo parecido aqui no Brasil?

Gabriela Kinaske
Gabriela Kinaske
gabriela@bstorytelling.com.br

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